quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Visite site
Visite o site www.salveaterra.com.br e veja como você pode fazer sua parte. Lembre-se: somos uma teia tecida com 6 bilhões de pensamentos, emoções, medos, aflições, desejos, amor... Tudo está interligado, tudo se interpenetra. Amemos uns aos outros! Paz Profunda!!!...
Aromaterapia em crianças
A Aromaterapia pode e deve ser indicada para crianças. Os óleos mais indicados são: Lavanda, Laranja, Tangerina, Endro, Tea Tree, etc. As formas de uso também são parecidas com aquelas empregadas em adultos, porém em dosagens mais baixas. Para assaduras pode-se utilizar o óleo carreador (amêndoas doces) ao qual se adicionam algumas gotas do óleo de Lavanda. Fazer uma massagem delicada no local da assadura e em seguida colocar a fralda. Já para os resfriados, alergia, sinusite e rinite, usar 3 gotas de Eucaliptus citriodora em uma colher de água. Colocar no difusor para que o aroma terapêutico se espalhe pelo ambiente. Para o banho na banheirinha, dissolver 2 gotas de óleo de Lavanda em uma colher de leite e em seguida adicionar à agua que o bebê será banhado. Ele dormirá muito bem, pois estará relaxado e tranqüilo. Paz e Saúde. Namastê!!!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Travesseiros aromáticos
Nossos travesseiros são confeccionados em puro algodão, com capa protetora de estampas variadas e com a seguinte combinação de ervas: alecrim, lavanda (importada), hortelã e camomila. Excelente para crianças irritadiças, com problemas de insônia, agitação e depressão. Tamanho 35x40. A segunda combinação substitui o alecrim pela melissa (ou erva-cidreira) e é indicada para pressão alta e depressão. O tamanho permanece o mesmo (35x40). Peça o seu pelo telefone (43) 30256087, ou pelo e-mail: neidealbano@hotmail.com.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A magia e o poder da Lavanda
Conhecida por sua fragrância suave, muitas vezes ligada a boas lembranças de nossa infância e juventude, a lavanda há muitos séculos acompanha homens e mulheres, sobretudo no mundo ocidental. Não faltam referências a ela na literatura - contos, romances, poesias - a simples referência à palavra já desperta interesse. O óleo essencial de lavanda é um verdadeiro bálsamo para a depressão, ansiedade, queimaduras, machucados superficiais e insônia. Os quartos de hotéis na Europa e Estados Unidos já atentam para detalhes aromaterápicos e disponibilizam em seus banheiros pequenos frascos com esse óleo maravilhoso. Os hóspedes sentem-se mais relaxados e menos ansiosos após um longo vôo, pingando pequenas gotas desse óleo perfumadíssimo nos pulsos ou nos travesseiros. Para você começar a usar o óleo de lavanda, passe em uma loja de sua confiança e adquira um pequeno frasco (10 ml). Pingue 5 gotas de Lavanda em uma colher (sopa) e adicione vodka, álcool de cereais ou óleo vegetal (pode ser o óleo de semente de uva) para dissolvê-la, uma vez que o óleo não é solúvel em água. Despeje depois na sua banheira, mexa bem a água e apreoveite. Sairá de lá como uma rainha das antigas Termas Romanas de Bath (England). Para massagear seu corpo com Lavanda, misture-a ao óleo de semente de uva (na mesma proporção da colher de sopa) e massageie pés, mãos, enfim, o corpo todo. Pronto; você se sentirá outra pessoa.
domingo, 10 de agosto de 2008
Cursos de Aromaterapia
Curso de Aromaterapia abrangendo dez óleos essenciais. Informe-se: neidealbano@hotmail.com
Filme O Perfume
Assista ao fime O Perfume e conheça um dos métodos mais interessantes de extração de óleo essencial, ainda praticado na França. Veja plantações de Lavanda e os arredores de Grasse ( a capital mundial do perfume). Esse método é denominado Enfleurage.
domingo, 3 de agosto de 2008
As plantas aromáticas desde a Antigüidade
A busca pela cura tem sido uma constante na vida do homem desde épocas imemoriais. Atribui-se aos persas, um dos primeiros povos a deixar sua contribuição para o conhecimento dos aromas e da medicina, os primeiros trabalhos sobre plantas fragrantes. Al-Razi (865-925), considerado um dos melhores médicos da antiguidade, produziu, durante toda sua vida, 237 livros e artigos cobrindo áreas da ciência, sendo que a metade desse montante foi dedicada à Medicina. Nascido em uma cidade próxima a Teerã, influenciou a ciência e a medicina européias.
Um pouco mais para o Oriente, na Bacia Mesopotâmica entre os rios Tigre e Eufrates, os médicos babilônios registraram suas fórmulas e receitas em tabuletas de argila, sendo estas os mais antigos registros da escrita cuneiforme dos sumérios. A riqueza da farmacopéia egípcia influenciou enormemente os povos Assírios, Babiblônios e Hebreus, levando-os a assimilar o vasto e rico conhecimento acerca da medicina aromática. Assim que o Império Egípcio sucumbiu em torno de 300 a.C., a Europa tornou-se o centro da medicina empírica, onde novos métodos foram se solidificando com base em um sitema mais científico de cura.
Kerr (1980) observa que os hieróglifos mostram que os odores celestes dos perfumes estavam, de alguma maneira, ligados ao desejo de imortalidade, e talvez seja esta uma das razões pelas quais os perfumes e outros produtos herbáticos eram sempre enterrados com a múmia. Os produtos herbáticos também foram utilizados no processo de mumificação.
Também Davis (1996), informa acerca do médico da antiga Pérsia (hoje Irã), Ibn Sina, que viveu entre 980 e 1037, famoso no mundo islâmico por suas pesquisas e compilações sobre ciências e medicina, tendo escrito cerca de 20 livros cobrindo teologia, metafísica, astronomia, filologia,filosofia e poesia. Dentre essas obras, as mais importantes talvez sejam os 20 (vinte) livros e os 100 tratados sobre Medicina. A autora (op. cit), aromaterapeuta e pesquisadora norte-americana, acrescenta que Ibn Sina era conhecido na Europa como Avicena,e já aos 18 anos era um médico de renome. Ainda conforme a pesquisadora citada, nos registros de Avicena constam a descrição de 800 plantas e seus efeitos sobre o corpo humano. Nem todas essas plantas foram identificadas, pela dificuldade de tradução desse texto. Porém, dentre daquelas que se poderia identificar, encontram-se a cânfora, a camomila e a lavanda – três valiosas fontes de óleos na aromaterapia da atualidade. A autora supracitada ainda esclarece que Avicena também introduziu a dieta exclusivamente frugívora (com o uso de frutas de altas dosagens de açúcares naturais, como uvas e melões), inventou a tração para membros fraturados e a manipulação para anomalias da coluna, além de fornecer descrições por escrito de diversos toques de massagem.
Supõe-se, conforme certos manuscritos árabes de sua época, em que se pode ver alambiques, que Avicena tenha também criado ou descoberto o processo de destilação, cujos princípios básicos se mantém inalterados até os dias de hoje. O processo de destilação é um dos mais usados, atualmente, na extração de óleos essenciais por não alterar as moléculas odoríferas das plantas, tampouco seus componentes químicos. Consta na Bíblia Sagrada (Gênesis, 1:29), na descrição acerca dos primórdios da raça humana, uma referência à determinação divina das benesses das plantas para com o homem: “E Deus disse: Eis que vos dou todas as ervas que dão sementes sobre a face da Terra” (Almeida, 1995). No Antigo Testamento há referências também sobre o uso de incensos olorosos. Entre as muitas ervas e produtos herbáticos mencionados nas lendas e na literatura dos povos do Mediterrâneo, aparecem, como indicações de ingredientes usados na fabricação de incensos, perfumes e óleos aromáticos, o aloé, a mirra a alfazema e o olíbano.
Um pouco mais aquém no tempo, a história da Aromaterapia pode ser delimitada no período de cerca de mais de 3.500 a.C., quando os primeiros aromas tiveram sua presenca registrada na história da humanidade. Na realidade, a história da Aromaterapia está inexoravemente ligada ao desenvolvimento da medicina aromática, que, no seu primórdio, estava aliada à religião, ao misticismo a à magia.
Quando os galhos de alguns arbustos ou árvores eram lançados ao fogo – de início com o único propósito de acrescentar combustível – a fumaça e os aromas que expeliam tornavam as pessoas sonolentas, alegres, excitadas, dando origem a experiências místicas. Se a mesma sensação atingisse todas as pessoas ao redor da fogueira e o mesmo fenômeno fosse verificado da próxima vez que se queimassem alguns galhos do mesmo arbusto, estes seriam reconhecidos como responsáveis pela produção de tal efeito e, possivelmente, considerados mágicos.
A defumação de pacientes foi uma das formas mais primitivas de medicina e, uma vez que, religião e medicina estavam estreitamente ligadas, o uso de fumos especiais fazia parte das religiões primitivas. Quando os povos do passado oferendavam em um altar plantas aromáticas a seus deuses, fossem elas queimadas ou ao natural, estavam cumprindo um legítimo sacrifício, pois estavam presenteando essas entidades com aquilo que possuíam de mais precioso: as plantas.
A defumação pode ser vista como a raiz, a pré-história da Aromaterapia e da Perfumaria. Etimologicamente, a palavra perfume provém do Latim per fumum, que significa através do fumo. Portanto, a defumação consiste no mais antigo costume de empregar substâncias aromáticas para harmonizar distúrbios internos ou externos, quer eles sejam de pessoas ou de ambientes.
Conforme Kerr (1986), documentação acerca de descobertas arqueológicas comprovam que a defumação existia desde a Idade da Pedra, quando o homem descobriu o fogo. É bem provável que as substâncias aromáticas tenham sido descobertas por acaso, quando madeiras, folhas e raízes eram queimadas para aquecer e proteger o homem primitivo, assim como na preparação de alimentos. A partir daí, observando-se os efeitos produzidos da queima de determinadas plantas, passou-se a atribuir propriedades mágicas que permanecem até hoje, como quando nos referimos às propriedades curativas da artemísia, da sálvia, olíbano, mirra, benjoim, e tantas outras substâncias aromáticas.
Os Egípcios, provavelmente, tenham sido os primeiros a utilizar incenso preparado com madeira aromática, ervas e especiarias, em honra a seus deuses. Conforme Maxwell-Hudson (1999), tais povos apreciavam muito a fragrância, sendo que os mais ricos, usavam óleos perfumados diariamente em massagens para amaciar e proteger a pele do clima quente e seco. Há registro de que Cleópatra tenha forrado o chão com uma camada de 46 centímetros de profundidade de pétalas de rosas, com o intuito de seduzir seu amante Marco Antonio. Os egípcios também usavam plantas e óleos aromáticos para embalsamar os mortos, demonstrando assim, um conhecimento sofisticado de suas propriedades antissépticas. Ungüentos encontrados na tumba de Tutamkamon, de cerca de 1320 a.C., continham olíbano, resinas e estoraque, os quais ainda exalavam aroma. Conforme declara Davis (1996: p.02),
Um pouco mais para o Oriente, na Bacia Mesopotâmica entre os rios Tigre e Eufrates, os médicos babilônios registraram suas fórmulas e receitas em tabuletas de argila, sendo estas os mais antigos registros da escrita cuneiforme dos sumérios. A riqueza da farmacopéia egípcia influenciou enormemente os povos Assírios, Babiblônios e Hebreus, levando-os a assimilar o vasto e rico conhecimento acerca da medicina aromática. Assim que o Império Egípcio sucumbiu em torno de 300 a.C., a Europa tornou-se o centro da medicina empírica, onde novos métodos foram se solidificando com base em um sitema mais científico de cura.
Kerr (1980) observa que os hieróglifos mostram que os odores celestes dos perfumes estavam, de alguma maneira, ligados ao desejo de imortalidade, e talvez seja esta uma das razões pelas quais os perfumes e outros produtos herbáticos eram sempre enterrados com a múmia. Os produtos herbáticos também foram utilizados no processo de mumificação.
Também Davis (1996), informa acerca do médico da antiga Pérsia (hoje Irã), Ibn Sina, que viveu entre 980 e 1037, famoso no mundo islâmico por suas pesquisas e compilações sobre ciências e medicina, tendo escrito cerca de 20 livros cobrindo teologia, metafísica, astronomia, filologia,filosofia e poesia. Dentre essas obras, as mais importantes talvez sejam os 20 (vinte) livros e os 100 tratados sobre Medicina. A autora (op. cit), aromaterapeuta e pesquisadora norte-americana, acrescenta que Ibn Sina era conhecido na Europa como Avicena,e já aos 18 anos era um médico de renome. Ainda conforme a pesquisadora citada, nos registros de Avicena constam a descrição de 800 plantas e seus efeitos sobre o corpo humano. Nem todas essas plantas foram identificadas, pela dificuldade de tradução desse texto. Porém, dentre daquelas que se poderia identificar, encontram-se a cânfora, a camomila e a lavanda – três valiosas fontes de óleos na aromaterapia da atualidade. A autora supracitada ainda esclarece que Avicena também introduziu a dieta exclusivamente frugívora (com o uso de frutas de altas dosagens de açúcares naturais, como uvas e melões), inventou a tração para membros fraturados e a manipulação para anomalias da coluna, além de fornecer descrições por escrito de diversos toques de massagem.
Supõe-se, conforme certos manuscritos árabes de sua época, em que se pode ver alambiques, que Avicena tenha também criado ou descoberto o processo de destilação, cujos princípios básicos se mantém inalterados até os dias de hoje. O processo de destilação é um dos mais usados, atualmente, na extração de óleos essenciais por não alterar as moléculas odoríferas das plantas, tampouco seus componentes químicos. Consta na Bíblia Sagrada (Gênesis, 1:29), na descrição acerca dos primórdios da raça humana, uma referência à determinação divina das benesses das plantas para com o homem: “E Deus disse: Eis que vos dou todas as ervas que dão sementes sobre a face da Terra” (Almeida, 1995). No Antigo Testamento há referências também sobre o uso de incensos olorosos. Entre as muitas ervas e produtos herbáticos mencionados nas lendas e na literatura dos povos do Mediterrâneo, aparecem, como indicações de ingredientes usados na fabricação de incensos, perfumes e óleos aromáticos, o aloé, a mirra a alfazema e o olíbano.
Um pouco mais aquém no tempo, a história da Aromaterapia pode ser delimitada no período de cerca de mais de 3.500 a.C., quando os primeiros aromas tiveram sua presenca registrada na história da humanidade. Na realidade, a história da Aromaterapia está inexoravemente ligada ao desenvolvimento da medicina aromática, que, no seu primórdio, estava aliada à religião, ao misticismo a à magia.
Quando os galhos de alguns arbustos ou árvores eram lançados ao fogo – de início com o único propósito de acrescentar combustível – a fumaça e os aromas que expeliam tornavam as pessoas sonolentas, alegres, excitadas, dando origem a experiências místicas. Se a mesma sensação atingisse todas as pessoas ao redor da fogueira e o mesmo fenômeno fosse verificado da próxima vez que se queimassem alguns galhos do mesmo arbusto, estes seriam reconhecidos como responsáveis pela produção de tal efeito e, possivelmente, considerados mágicos.
A defumação de pacientes foi uma das formas mais primitivas de medicina e, uma vez que, religião e medicina estavam estreitamente ligadas, o uso de fumos especiais fazia parte das religiões primitivas. Quando os povos do passado oferendavam em um altar plantas aromáticas a seus deuses, fossem elas queimadas ou ao natural, estavam cumprindo um legítimo sacrifício, pois estavam presenteando essas entidades com aquilo que possuíam de mais precioso: as plantas.
A defumação pode ser vista como a raiz, a pré-história da Aromaterapia e da Perfumaria. Etimologicamente, a palavra perfume provém do Latim per fumum, que significa através do fumo. Portanto, a defumação consiste no mais antigo costume de empregar substâncias aromáticas para harmonizar distúrbios internos ou externos, quer eles sejam de pessoas ou de ambientes.
Conforme Kerr (1986), documentação acerca de descobertas arqueológicas comprovam que a defumação existia desde a Idade da Pedra, quando o homem descobriu o fogo. É bem provável que as substâncias aromáticas tenham sido descobertas por acaso, quando madeiras, folhas e raízes eram queimadas para aquecer e proteger o homem primitivo, assim como na preparação de alimentos. A partir daí, observando-se os efeitos produzidos da queima de determinadas plantas, passou-se a atribuir propriedades mágicas que permanecem até hoje, como quando nos referimos às propriedades curativas da artemísia, da sálvia, olíbano, mirra, benjoim, e tantas outras substâncias aromáticas.
Os Egípcios, provavelmente, tenham sido os primeiros a utilizar incenso preparado com madeira aromática, ervas e especiarias, em honra a seus deuses. Conforme Maxwell-Hudson (1999), tais povos apreciavam muito a fragrância, sendo que os mais ricos, usavam óleos perfumados diariamente em massagens para amaciar e proteger a pele do clima quente e seco. Há registro de que Cleópatra tenha forrado o chão com uma camada de 46 centímetros de profundidade de pétalas de rosas, com o intuito de seduzir seu amante Marco Antonio. Os egípcios também usavam plantas e óleos aromáticos para embalsamar os mortos, demonstrando assim, um conhecimento sofisticado de suas propriedades antissépticas. Ungüentos encontrados na tumba de Tutamkamon, de cerca de 1320 a.C., continham olíbano, resinas e estoraque, os quais ainda exalavam aroma. Conforme declara Davis (1996: p.02),
"Os importantes eventos do Estado eram acompanhados pela queima de incenso, enquanto jovens dançavam com cones de perfume na cabeça, os quais se derretiam e aos poucos faziam com que o aroma impregnasse o ar durante suas evoluções. "
A especialista e pesquisadora afirma também que, embora os egípcios tenham deixado comprovações em papiros (o mais antigo datado de 2890 a.C.) acerca de seu conhecimento sobre ervas e sua eficácia medicinal, e a fabricação de pílulas, supositórios, pós, torrões e pastas medicinais, estranhamente, para uma civilização que conheceu tal avanço tecnológico, tudo indica que desconhecessem o método para destilar óleos essenciais. Manipulavam vegetais como anis, cedro, a cebola, alho, cominho, coentro, oleo de rícino, e frutas como uvas e melancia, entre vários outros. No entanto, importavam óleo de cipreste e cedro (conforme registros em tábuas de argila), provavelmente do Oriente, revelando a existência, já então, de um comércio internacional de óleos.
Maxwell-Hudson (1999:10) observa que [...] “os óleos essenciais têm sido usados também na fitoterapia chinesa há milhares de anos”. A autora data de 200 a.C., a redação de O Grande Herbário por Shen Nong, autor lendário que compilou 365 nomes de plantas medicinais. Todavia, Tisserand & Jünemann (1999), acrescentam que aparelhos de destilação já eram utilizados desde os anos de 1500-1000 a.C., tanto na Índia quanto na China. Todavia, em suas pesquisas, Maxwell-Hudson (op. cit.), informa que uma destilaria foi encontrada no sopé do Himalaia, indicando que a destilação de óleos essenciais já era praticada em 3000 a.C. na região asiática.
Davis (1996:367), ao discorrer sobre plantas e óleos essenciais numa perspectiva histórica, informa que [...] “os óleos essenciais e outars substâncias de origem vegetal são a mais antiga forma de perfume que se conhece”. A palavra perfume foi cunhada primeiramente pelos egípcios, atestando desde aquela época longínqua o gosto particular pelas essências aromáticas, sempre com o intuito de se conseguir bem-estar e cura.
Os gregos aprenderam muito com os egípcios, porém a mitologia grega credita os méritos da magia e arte dos perfumes aos deuses. Eles também reconheciam os benefícios medicinais e aromáticos das plantas. Hipócrates, também chamado de O Pai da Medicina, também praticou a defumação com plantas para benefícios medicinais e religiosos.
Kerr (1982) relata que Pedanius Dioscurides, médico romano de descendência grega, escreveu sua famosa obra Matéria Médica, onde descreve as propriedades medicinais de cerca de 300 plantas, inclusive sobre a Spica ou Stoechaeus, hoje Lavendula Spica e Lavendula Angustiofolia-stoechas (nomenclatura referida por Lineu). Dioscurides ainda não mencionava o óleo de Lavanda e sim seu infuso. Os infusos de óleos são produzidos colocando-se uma certa quantidade do material da planta seca dentro de um recipiente, sendo a erva completamente coberta com um óleo gorduroso, como o de oliva ou de amêndoas. O recipiente é vedado de maneira a se tornar à prova d’ água, e depois colocado em uma panela de água quente e fervido durante uma a duas horas. Depois de esfriado, o óleo é filtrado para remover partículas da planta e armazenado em um recipiente no qual não entre ar. A infusão de Lavanda mencionada teria sido usada para massagear juntas doloridas, dores musculares e para promover a cura de doenças.
Há evidências que Dioscurides tenha estudado o processo de destilação; no entanto, não se dispõe de registros comprobatórios.
A especialista e pesquisadora afirma também que, embora os egípcios tenham deixado comprovações em papiros (o mais antigo datado de 2890 a.C.) acerca de seu conhecimento sobre ervas e sua eficácia medicinal, e a fabricação de pílulas, supositórios, pós, torrões e pastas medicinais, estranhamente, para uma civilização que conheceu tal avanço tecnológico, tudo indica que desconhecessem o método para destilar óleos essenciais. Manipulavam vegetais como anis, cedro, a cebola, alho, cominho, coentro, oleo de rícino, e frutas como uvas e melancia, entre vários outros. No entanto, importavam óleo de cipreste e cedro (conforme registros em tábuas de argila), provavelmente do Oriente, revelando a existência, já então, de um comércio internacional de óleos.
Maxwell-Hudson (1999:10) observa que [...] “os óleos essenciais têm sido usados também na fitoterapia chinesa há milhares de anos”. A autora data de 200 a.C., a redação de O Grande Herbário por Shen Nong, autor lendário que compilou 365 nomes de plantas medicinais. Todavia, Tisserand & Jünemann (1999), acrescentam que aparelhos de destilação já eram utilizados desde os anos de 1500-1000 a.C., tanto na Índia quanto na China. Todavia, em suas pesquisas, Maxwell-Hudson (op. cit.), informa que uma destilaria foi encontrada no sopé do Himalaia, indicando que a destilação de óleos essenciais já era praticada em 3000 a.C. na região asiática.
Davis (1996:367), ao discorrer sobre plantas e óleos essenciais numa perspectiva histórica, informa que [...] “os óleos essenciais e outars substâncias de origem vegetal são a mais antiga forma de perfume que se conhece”. A palavra perfume foi cunhada primeiramente pelos egípcios, atestando desde aquela época longínqua o gosto particular pelas essências aromáticas, sempre com o intuito de se conseguir bem-estar e cura.
Os gregos aprenderam muito com os egípcios, porém a mitologia grega credita os méritos da magia e arte dos perfumes aos deuses. Eles também reconheciam os benefícios medicinais e aromáticos das plantas. Hipócrates, também chamado de O Pai da Medicina, também praticou a defumação com plantas para benefícios medicinais e religiosos.
Kerr (1982) relata que Pedanius Dioscurides, médico romano de descendência grega, escreveu sua famosa obra Matéria Médica, onde descreve as propriedades medicinais de cerca de 300 plantas, inclusive sobre a Spica ou Stoechaeus, hoje Lavendula Spica e Lavendula Angustiofolia-stoechas (nomenclatura referida por Lineu). Dioscurides ainda não mencionava o óleo de Lavanda e sim seu infuso. Os infusos de óleos são produzidos colocando-se uma certa quantidade do material da planta seca dentro de um recipiente, sendo a erva completamente coberta com um óleo gorduroso, como o de oliva ou de amêndoas. O recipiente é vedado de maneira a se tornar à prova d’ água, e depois colocado em uma panela de água quente e fervido durante uma a duas horas. Depois de esfriado, o óleo é filtrado para remover partículas da planta e armazenado em um recipiente no qual não entre ar. A infusão de Lavanda mencionada teria sido usada para massagear juntas doloridas, dores musculares e para promover a cura de doenças.
Há evidências que Dioscurides tenha estudado o processo de destilação; no entanto, não se dispõe de registros comprobatórios.
Óleos Essenciais
Óleos Essenciais são substâncias voláteis extraídas de cascas, folhas, flores, raízes e sementes de plantas, através de processos especiais, possuindo composição química diferenciada uns dos outros e que têm efeitos terapêuticos sobre o corpo humano. Cada planta, folha ou flor, conforme o caso, exuda um tipo de óleo, de diferentes quimiotipos, sendo exatamente essa molécula que compõe o quimiotipo, a responsável pelo aroma de cada planta. As moléculas agem num conjunto, formando o aroma característico da planta. Esse óleo, extraído por diferentes processos, pode ser utilizado diluído noutro óleo vegetal carreador, em massagens, banhos, inalação e em difusores. Os benefícios são enormes, acalmando, relaxando e promovendo a cura para diversos males.
Aromaterapia
A Aromaterapia consiste na arte de tratar doenças e promover o bem estar de homens e animais, por meio de óleos essenciais voláteis. O termo foi cunhado por Renée de Gatefossé, em 1928, na França. Este químico-pesquisador também desenvolveu estudos sobre o óleo de Lavanda, praticamente esgotando o assunto. O efeito dos óleos essenciais sobre o organismo podem ser obtidos por meio de massagens, banhos, escalda-pés, ou simplesmente a inalação das moléculas aromáticas. O aroma dos óleos penetra pelas fossas nasais, sendo captado pelo cérebro e distribuído para os centros emocionais. O odor agradável traz paz, calma e relaxamento.
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