sexta-feira, 17 de março de 2017

Rothenburg ob der Tauber, a cidade mágica medieval


Rothenburg ob der Tauber, localizada na Romantic Road, é um dos centros de peças natalinas incrivelmente belas, chegando a ser praticamente um cenário de cinema. Fica na Bavária, cercada por muros e uma fortaleza que nos transporta ao século XV, quando as feiras de Natal começaram a existir. Esta é realmente uma das mais famosas da Europa. Fora da época do Natal, oferece paisagens incríveis, hotéis excelentes e uma comida ricamente preparada. Vale a pena vir e visitar esse lugar inesquecível, sentindo-se plenamente como um cavaleiro medieval ou uma donzela da Idade Média. Eu aconselho e sugiro conhecer a cidade com calma, pois há realmente o que ver, comer e beber. Veja fotos do meu passeio.











Alemanha rural. Que bênção!...


Por onde caminhamos todos os dias. A vida na parte rural da Alemanha é sensacional e cheia de paz, harmonia, simplicidade e sossego. As cores do Outono se mostram bem definidas, e as do Inverno também. Esta é uma pequena amostra dos dias ainda não tão frios, quando estava verdinho, ou amarelando. Logo logo chegará o Inverno e tudo será branquinho, como cobertura de bolo com glacê em neve. Fica tudo parecido com uma crosta de açúcar. Lindo demais. Na Bavária, Kamnath am Buchberg, 2017. Há castelos divinos pela região e hoteizinhos hiper confortáveis, de preços simbólicos.A comida é excelente, bem natural, orgânica. É possível visitar cidades medievais e usufruir de matas bem fresquinhas e puras. Os rios e lagos são encantadores, limpíssimos. As casinhas típicas têm seu encanto e convidam a fazer uma parada em qualquer recanto, para um bom vinho ou cerveja. Decida-se e venha. Poderemos ser os seus guias.😍😍😍😍








A choupana no meio do nada.

Isso aconteceu há muito tempo, e eu me lembro bem que sentávamos na varanda de nossa casa, todas as irmãs com os namorados, contando "causos" de medo, de aventuras, de fantasmas...Era um tempo mágico, quando a preocupação maior não passava das leituras da moda, dos passeios, e do cinema no sábado à noite. Meu atual cunhado, à época só um pretendente de uma de minhas irmãs mais novas, vivia mais trabalhando no estado de Mato Grosso e enfiado naquele mundão de meu Deus, do que praticamente envolvido com as distrações da nossa geração. O que vou contar passou-se numa de suas muitas viagens até Barra do Garças, que fica bem adiante de Cuiabá. Sem GPS, fone celular e outros recursos, a comunicação com os que ficavam para trás era deveras precária. Nessa viagem, que duraria em média de 4 a 5 dias até a fazenda de seu pai, deu-se um fato, no mínimo inexplicável, para não usar o termo assustador e fantasmagórico. As estradas eram quase todas de terra batida, quando se saía das rodovias federais, sendo que era preciso enfrentar esse desafio de poeira, animais selvagens cruzando o caminho, além de bandidos que se embrenhavam no Mato Grosso para escapar da justiça. Os perigos eram muito menores comparados com a nossa realidade atual, todavia existiam, e se exigia coragem e sangue-frio para chegar ao destino incólume. Estava ele numa dessas viagens, já bem para frente de Campo Grande, num dia de muito calor, poeira e sol quente. A tarde vinha caindo e, com a noite bem próxima, sentiu que não alcançaria um povoado, ou alguma casa na beira da estrada onde pudesse se acomodar na camionete e dormir até o dia começar a raiar. Olhando pelo retrovisor, percebeu que não estava sozinho, os faróis de um outro veículo indicavam que alguém mais estava fazendo o mesmo caminho. Sentiu-se incomodado quando, após ter vencido um belo trecho de estrada, o tal do veículo não o ultrapassava, permanecendo sempre a uma certa distância. Para completar o quadro intrigante, passou por dois caboclos na estrada de terra, sendo que estes mais que depressa acenaram, pedindo carona. Provavelmente eram caçadores, pois carregavam cada um uma espingarda nas costas. E quem, em sã consciência, no meio do nada, pararia para dar a tal carona? Sem julgamentos antecipados, mas nessa hora e naquele mundo de Meu Deus, passou batido, sob o olhar incrédulo dos dois homens. Já no escuro da noite que era um breu, notou com grande alívio, lá no alto, uma casa na beira da estrada com as luzes acesas, indicando que havia moradores  naquele ermo. Com uma condução que o seguia há muito, agora dois caçadores que ficaram ao léu, e um pneu furado, carecendo de reparo, só lhe restava  ceder e parar para continuar mais tarde a jornada. Driblando o medo e fingindo coragem que na verdade não possuía, decidiu que era lá que passaria o resto da noite. Quem sabe até poderia dormir mais descansado, sabendo que haveria gente na casa, e isso gerava em sua alma um certo conforto e o punha mais tranquilo. Chegou lentamente no terreiro da casa, uma choupana simples de madeira descorada, a porta de entrada e a janela iluminadas, dando a entender que a nesga de luz era de lamparina ou lampião. Sentiu-se seguro, pois a essa altura o veículo que o seguia passou reto, sem ter notado que estava embaixo das árvores escuras que ladeavam a casa. Deu um suspiro de alívio, mas sabia que era só o começo da noite. Ainda restavam os caçadores que vinham na mesma direção. Muita água ainda passaria embaixo da ponte, até o dia amanhecer. Acomodou-se como pôde, notando movimento de ir e vir dos moradores dentro da casa, e a luz da lamparina que projetava sombras na janela de madeira larga, entreaberta. Começou a trocar o pneu furado, fazendo barulho para que os moradores lhe oferecessem ajuda. Mas, quê nada! Ninguém saiu em seu auxílio. Fez o serviço sozinho sem deixar de pensar "como são vagabundos esses caboclos! Não querem mesmo saber de esforço nenhum" O cansaço era imenso, e a poeira, o calor, a tensão, tudo isso ajudava a antecipar ainda mais o sono que batia bem forte nesse momento. Mas, foi o medo dos dois caboclos que ainda passariam por ali que fez com que tivesse a ideia de tomar a direção do mato e, sentando-se sobre um toco recém-cortado, escondido pelas folhagens,  no escuro, decidiu que era ali que passaria o resto da noite. Preparou-se como pôde para dormir, sabendo que ao menos havia os moradores a somente alguns passos de si, como eventual companhia. Ouvia corujas piando, animais quebrando gravetos na mata ao lado, bichos que rosnavam na noite escura, todos em busca de sua presa ou de um abrigo para atravessar a noite. Sentia esses movimentos ao redor, mas as pálpebras teimavam em se fechar, até que por fim apagou de vez, nada mais o incomodando. Foi só lá pela madrugada, já no lusco-fusco do dia que ia chegando, que despertou e reconheceu onde estava. Olhou para fora da mata onde se achava  e viu que a moradia não tinha mais luz, nem se ouvia barulho dos moradores. O sol ainda demoraria muito em estender seus raios sangrentos em todas as direções e o dia estava longe, muito longe para romper. Foi até camionete e deu graças pelo fato de os dois caboclos com espingardas já terem passado por ali, de velho. Deles, não havia nem rastro mais. Ajeitou as roupas, tentando se aquecer como podia, e pensou em pedir um café aos moradores, em troca de alguns trocados que tinha no bolso, ou algum mantimento que levava consigo para a fazenda. Olhou ao redor e, caminhando até a porta da casa, entreaberta, chamou "Ô de casa!", algumas vezes, Esperou alguns segundos, mas não obtendo resposta, dirigiu-se então à janela, que estava também entreaberta. Chamou duas, três vezes e, de novo, nada de resposta. Resolveu então ir até a porta e abri-la. Se os moradores estivessem dormindo, daria uma desculpa qualquer. Assim fez. Chegou à porta de madeira e empurrou-a, abrindo-a completamente. Adentrou alguns passos e, estupefato, parou ali mesmo, seus olhos procurando com rapidez algo que lhe desse a certeza que não era sonho, nem pesadelo, nem tampouco miragem. A choupana estava simplesmente deserta; não havia morador, não havia lampião, lamparina, não havia nada! Estava deserta, com as paredes em ruínas, teias de aranhas por todo lado, ninhos de tico-tico nas cumeeiras, mas nem sinal de viva alma. Um arrepio mortal deslizou por sua espinha, o cabelo eriçou e a coragem desapareceu naquele momento de absurdo. Correu para o veículo, ofegante e, com os pensamentos emaranhados pelo insólito do ocorrido, deu a partida, procurando não olhar para trás. Andou muito tempo assim, no limiar do desentendimento, da incerteza, da descrença em si próprio em relação ao que vira e ouvira. Chegou à fazenda de tardinha, naquele mesmo dia. Não comentou com ninguém, não relatou o ocorrido, aliviado por estar entre parentes e em segurança. Ainda hoje, quando relembra o fato, pergunta a si mesmo se tudo não passou de alucinação, de devaneio, de coisas de sua cabeça. Por via de dúvidas, nunca mais tomou aquela estrada, nunca mais fez o mesmo caminho. Contou-nos essa história, anos mais tarde, na tentativa de certificar-se que o fato fora mesmo real, na esperança de que alguém dissesse que existem mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vão filosofia.    

terça-feira, 7 de março de 2017

Os Anjos existem?...Nâo duvide!

Revelation 14:6 The Three Angels6 Then I saw another angel flying in midair, and he had the eternal gospel to proclaim to those who live on the earth—to every nation, tribe, language and people.
Ela desaparecera como desaparecem as crianças ao redor do mundo. Subitamente, sem ninguém perceber. Essa história foi contada por minha mãe, que vira com seus próprios olhos, e ajudara na busca por toda a fazenda, e por outras fazendas vizinhas. Cada recanto, cada mata, cada vizinho, cada pé de café, foram vasculhados minuciosamente, em busca daquela pequena de cabelos loiros encaracolados e olhos azuis. Mas em vão. Uma chuva fina caía por toda região, mas ninguém se incomodava com o frio e as gotas fininhas que formavam uma cortina embaçando a visão. A criança desaparecera logo após o almoço, quando todos se entretinham nos afazeres domésticos e na lavoura. Passou a tarde, a noite caiu. E nada! A cada um que retornava da busca, a esperança parecia mais uma quimera, uma vã ilusão que desalentava a alma e o coração dos pais e amigos. Durante a noite, conforme o relato angustiante e emocionado de minha mãe, nada fora encontrado, nem um rastro, nem uma pista deixada para trás. As esperanças se minguavam, a certeza do inevitável era dura, difícil de aceitar, porém se mostrava como uma verdade contundente. O dia amanheceu, a grama se cobrira de orvalho da noite, e todos já desesperançados, cansados, preparavam-se para se dirigir às suas respectivas casas. Subitamente, à distância, alguém vislumbrou a menina, que voltava calmamente, na direção da casa. A comoção foi arrebatadora! Trazia ela o cabelo úmido de orvalho, assim como a barra de seu vestidinho com fitas. Nas mãos, uma maçã. Falavam todos ao mesmo tempo, na ânsia de saber por onde andara por tão longo tempo. "Não sei, mamãe! Eu não estava sozinha, havia alguns comigo. E eu não fui longe!". O espanto tomou conta da família e dos amigos. Mas como, se não faltara uma moita, um caminho, uma casa, que não tivesse sido vasculhada! A pequena, ainda confusa, sem largar a maçã, então disse: "Mamãe, eu não fui longe. Estive sempre por aqui. Não precisava ficar desesperada! Eu estava com eles, com os Anjos, e era no Céu. Havia flores, muitas flores e não chovia. Ganhei de um deles esta maçã, quando me trouxeram de volta, até aqui bem perto. Pediram que não desse para ninguém, e que ficasse sempre comigo. Nós brincamos o tempo inteiro, mas não sei dizer onde fica esse lugar. Estou cansada, queria dormir agora." Colocaram a pequena na cama, com a maçã sempre presa em suas mãozinhas. A criança dormiu muito, como se precisasse descansar da longa viagem de volta a este plano pesado e cheio de tribulações. Muito depois, sua mãe foi vê-la no quarto. Lá estava ela, de olhinhos abertos, sorriso nos lábios, contente em ver sua mãe. Tudo voltara a ser como antes: o lar, a família, o aconchego da morada simples. Somente a fruta que a pequena trouxera, a maçã que era um presente do Anjo, havia desaparecido. Coisas que acontecem a todas as crianças? Não sei!... Há mistérios que são simplesmente mistérios e nada mais!...

segunda-feira, 6 de março de 2017

Contos do sertão: gato preto em noite escura.

Foi lá pras bandas de Paraguaçu Paulista, na década de 30. Vinham meu avô e mais um companheiro, moradores de fazendas vizinhas e amigos de longas datas. Meu avô, morador da fazenda Cristal, até hoje administrada pela família, já quase na quarta geração. Ao lado, Borá, o menor município do estado de São Paulo, fundado pela nossa família, após chegar da Itália, no final do século XIX. Os dois companheiros vinham conversando animadamente na tarde que se punha no horizonte,  quando o sol traçava nesgas coloridas de azul, vermelho e alaranjado. Calor de mês de Março, e a estradinha de areia branca, ladeada por matas de ambos os lados, parecia quase sem fim já no lusco-fusco da noite que se avizinhava. Nada se ouvia, além da conversa dos dois homens e dos pássaros procurando se agasalhar em busca de seus abrigosa fim de se esconder da escuridão. Meu avô, destemido, homem de luta e de muita coragem, procurava conversar animadamente, a fim de esconder sua preocupação de que a noite cairia e os pegaria em cheio ainda no meio da jornada. Não que houvesse perigos reais; naquela época os homens desconheciam as ameaças que permeiam atualmente nosso meio rural e urbano. O perigo, de fato, era o sobrenatural, e esse era respeitado sem distinção e descrença. Todos conheciam as lendas e "causos" que andavam de boca em boca por aquelas bandas de um Brasil rural e sertanejo que há muito deixou de existir. Hoje, só lembranças e memórias dos mais antigos. Meu avô sabia que, a certa altura do caminho, os dois amigos teriam de se separar, cada um tomando direções opostas, dirigindo-se às suas fazendas. Depois de mais ou menos duas horas de cavalgada, uma encruzilhada de terra branquinha, já refletindo a Lua cheia, prateando no céu, insinuava que era hora de ambos tomarem seus caminhos de casa. O companheiro de meu avô, sentindo os cavalos ressabiados e empacando o trote, olhou para os lados e, ao virar-se para trás, à distância, percebeu um gato preto que já vinha acompanhando os dois cavaleiros, quem sabe já por muito tempo. Comentou com meu avô, surpreso pela insólita aparição, o que estaria fazendo um gato preto por aqueles lados, há léguas de distância de qualquer casa ou moradia. Não lhes pareceu ser um gato do mato, e isso causava arrepios e certezas de que coisa boa não era para ser. Na encruzilhada, meu avô tomou a estrada da direita e seu compadre tomou a estradinha, ainda ladeada por matas fechadas, comuns por aqueles tempos. Todavia, o desassossego tomava conta de ambos. Que seria aquela visão do gato preto como breu? Cavalgaram por algum tempo, em separados, indo na direção de suas respectivas moradas. A Lua brilhava no céu ponteado de estrelas e os pirilampos acendiam suas luzes, piscando dentro da mata cerrada, dando a impressão de olhos observando os caminhantes solitários. Podia se ouvir cliques de gravetos, quebrando-se na floresta, ao pisar dos animais de médio porte, e as corujas piavam nos tocos, saudando a noite com seu ruído lúgubre. Lá pelas tantas, com a Lua brilhando e abrindo os caminhos à frente, meu avô pôde ouvir berros, gritos de desespero, cortando a noite e a mata, fazendo o eco ser ainda mais aterrorizante. Veio-lhe à mente a lembrança da aparição do bicho que os acompanhara por um trecho, e logo pensou: "foi o gato"! Sabia que algo muito ruim havia acontecido com seu companheiro, e só lhe restava ir em seu socorro, já que nenhuma outra viva alma poderia fazê-lo naquele momento. Virou o cavalo na estradinha clareada pelos raios prateados, mas ainda assim escura pela sombra das árvores ao derredor e, acompanhando os gritos e gemidos cada vez mais abafados e apavorantes, percebeu que vinham de uma mata fechada e cheia de cipós. A coragem falhou naquele momento; falharia para qualquer outro mortal, avizinhando já o que poderia ter-se dado, naquele ermo em que os homens se encontravam, e até os mais intrépidos vacilam na coragem. Aproximando-se de onde vinham os gritos, cortando galhos e troncos com o facão, chegou a um emaranhado de cipós que prendiam cavalo e cavaleiro, mostrando ser quase impossível que, sozinho, seu amigo pudesse se libertar daquela armadilha macabra e aterrorizante. Contou-lhe o companheiro, enquanto lhe cortava os ramos e trepadeiras enleadas pelo corpo, que fora o gato o autor da façanha diabólica. Após alguns minutos cavalgando a sós, percebeu que o cavalo resfolegava e empacava, guiado pelo sexto sentido comuns aos equinos, ao sentir a presença do mal, do tinhoso, do emissário das trevas, ameaçando a vida de ambos, animal e cavaleiro. O gato, tomando um volume descomunal, montara na garupa do cavalo, fazendo com que este desembestasse num galope desenfreado, levando no peito galhos, folhas, gravetos e cipós, enquanto um cheiro mórbido de enxofre se espalhava pelo ar. A "coisa" então guiava o cavalo pela mata, passando por entre galhos e folhas, troncos, até se embrenhar em cipós, e prender a ambos, imobilizados pelo cansaço e pelo pavor, numa prisão maquiavélica e era para ser fatal. Gritou então o companheiro de meu avô, "em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo sangue derramado na cruz, afasta de mim esta besta e que volte de onde saiu". Houve um estrondo, um ruído como nunca ouvira antes, e uma coisa do mal que carregara na garupa, atrás de si, saltou no ar, deixando o cavalo mais leve, para desaparecer no escuro sombrio da mata e da noite. Sentiu-se novamente asfixiado pelo cheiro de enxofre espalhando-se no ar, seguido de um silêncio que arrepiava o corpo todo. Restava-lhe somente, naquele matagal e na escuridão da noite, gritar pelo meu avô, pedindo socorro. Depois de muito tempo, quando o dia já vinha se acercando dos dois homens e da mata cerrada, já libertos das tramas do cramunhão, ambos puderam tomar o caminho de casa, cada um na sua direção, certos de que o invisível, o sobrenatural, chega quando menos se espera, sem dia e sem hora marcados. 

sábado, 4 de março de 2017

John William Waterhouse - conheça esse pintor carismático.

John William Waterhouse nasceu em Roma, em abril de 1849. Seu pai era pintor, todos eram ingleses e viveram por muito tempo na Itália, retornando em 1850 a Londres, onde o pintor viveu, criou suas obras famosas e faleceu. Entrou para a Royal Academy em 1870. Retornou mais tarde à Itália onde pintou várias cenas da vida campestre. Waterhouse foi um pintor místico, inspirado por personagens como Tristão e Isolda, Ofélia, assim como figuras mitológicas e lendárias. Faleceu em Londres em 1917.
Veja a beleza de suas telas numa pequena amostra aqui.

Cleópatra.


Ofélia.


Circe invidiosa.


Dante e Beatriz.


Destiny 1900.


Flora.


As casas pintadas da Polônia. Flower Painted houses in Poland.

No vilarejo de Zalipie, no Sudoeste da Polônia, há mais ou menos um século, as mulheres dessa pequenina cidade começaram a pintar suas casas com flores e outros desenhos típicos da cultura do país, para encobrir o negrume da fumaça da chaminé dos fogões a lenha. Tornou-se uma tradição. Há inclusive, uma competição anual, por ocasião de Corpus Christi. Alguns homens também participam, mas não são muitos. A maioria é composta por mulheres. Os temas são variados, mas sempre flores e a intricada geometria típica da Polônia. As cerdas dos pincéis vêm das vacas da região e os pigmentos são criados a partir de recursos locais da natureza da região: plantas, terra, raízes, flores, sementes, etc. Vale a pena conhecer e quem estiver visitando a Europa, mais propriamente o Leste europeu, pode dar uma chegadinha até lá. Um passeio e tanto! Veja o mapa abaixo e fotos do local.


Olha só que beleza!











Boa viagem e aproveitem!

Neide Albano