Revelation 14:6 The Three Angels6 Then I saw another angel flying in midair, and he had the eternal gospel to proclaim to those who live on the earth—to every nation, tribe, language and people.
Ela desaparecera como desaparecem as crianças ao redor do mundo. Subitamente, sem ninguém perceber. Essa história foi contada por minha mãe, que vira com seus próprios olhos, e ajudara na busca por toda a fazenda, e por outras fazendas vizinhas. Cada recanto, cada mata, cada vizinho, cada pé de café, foram vasculhados minuciosamente, em busca daquela pequena de cabelos loiros encaracolados e olhos azuis. Mas em vão. Uma chuva fina caía por toda região, mas ninguém se incomodava com o frio e as gotas fininhas que formavam uma cortina embaçando a visão. A criança desaparecera logo após o almoço, quando todos se entretinham nos afazeres domésticos e na lavoura. Passou a tarde, a noite caiu. E nada! A cada um que retornava da busca, a esperança parecia mais uma quimera, uma vã ilusão que desalentava a alma e o coração dos pais e amigos. Durante a noite, conforme o relato angustiante e emocionado de minha mãe, nada fora encontrado, nem um rastro, nem uma pista deixada para trás. As esperanças se minguavam, a certeza do inevitável era dura, difícil de aceitar, porém se mostrava como uma verdade contundente. O dia amanheceu, a grama se cobrira de orvalho da noite, e todos já desesperançados, cansados, preparavam-se para se dirigir às suas respectivas casas. Subitamente, à distância, alguém vislumbrou a menina, que voltava calmamente, na direção da casa. A comoção foi arrebatadora! Trazia ela o cabelo úmido de orvalho, assim como a barra de seu vestidinho com fitas. Nas mãos, uma maçã. Falavam todos ao mesmo tempo, na ânsia de saber por onde andara por tão longo tempo. "Não sei, mamãe! Eu não estava sozinha, havia alguns comigo. E eu não fui longe!". O espanto tomou conta da família e dos amigos. Mas como, se não faltara uma moita, um caminho, uma casa, que não tivesse sido vasculhada! A pequena, ainda confusa, sem largar a maçã, então disse: "Mamãe, eu não fui longe. Estive sempre por aqui. Não precisava ficar desesperada! Eu estava com eles, com os Anjos, e era no Céu. Havia flores, muitas flores e não chovia. Ganhei de um deles esta maçã, quando me trouxeram de volta, até aqui bem perto. Pediram que não desse para ninguém, e que ficasse sempre comigo. Nós brincamos o tempo inteiro, mas não sei dizer onde fica esse lugar. Estou cansada, queria dormir agora." Colocaram a pequena na cama, com a maçã sempre presa em suas mãozinhas. A criança dormiu muito, como se precisasse descansar da longa viagem de volta a este plano pesado e cheio de tribulações. Muito depois, sua mãe foi vê-la no quarto. Lá estava ela, de olhinhos abertos, sorriso nos lábios, contente em ver sua mãe. Tudo voltara a ser como antes: o lar, a família, o aconchego da morada simples. Somente a fruta que a pequena trouxera, a maçã que era um presente do Anjo, havia desaparecido. Coisas que acontecem a todas as crianças? Não sei!... Há mistérios que são simplesmente mistérios e nada mais!...

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